Fim de tarde

Fim de tarde

domingo, 21 de março de 2010

Imagine as areias de Ipanema livres de fezes (humanas e animais)


Cena1: (18:00h. Ipanema)
Minha pequena/grande tribo e eu decidimos dar um "rolé", da Farme até o Arpoador, Nina curtindo intensamente driblar as ondas, ou melhor, marolas batendo em suas ágeis canelas, "vencendo " as ondas que se sucediam a caminho do começo da praia, à beira da pedra do Arpoador, onde as crianças chafurdam na beira, ensaiam seus primeiros "jacares" e "caldos", enfim, um paraíso pra molecada, aproveitando o excelente projeto de ocupação das praias à noite.

Cena2: (18:00h, Ipanema,3ªfeira de Carnaval )
Minha tribo, sai pra curtir a praia à noite, no auge do verão mais quente da história do Rio de Janeiro, decidimos subir pela Vinícius, pois é o primeiro carnaval carioca de Nina (6 anos); perambulamos pela Visconde, subimos a antiga Montenegro e "esbarramos" com um casal de amigos que vinha da dispersão de um bloco do bairro. Chegamos à  Vieira Souto, um pouco na contramão da "galera" , driblando latas jogadas na calçada, vendedores sempre ansisos, com seus triciclos e caixas de isopor (encardidíssimas...) para, finalmente, chegarmos à beira da praia, as marolas da maré alta, cadenciadamente, invadindo a areia, onde milhares de banhistas haviam estado há poucas horas.

Cena3: Minha mulher, Nina e eu literalmente estarrecidos com o lixo (latas de creveja, garrafas "pet", chinelos, roupas, sacos plásticos (uma assustadora quantidade deles!), uma espécie de "lixão" à beira d'água, sendo lambido pelas marolas da maré cheia...Encontramos, surpreendentemente, banhistas!Isso mesmo! Banhistas, casais de namorados, (a noite, cálida e a lua nascente, convidava a todos pra um romance à beira mar) todos entregues ao marulhar das ondas, rodeados de lixo, muito provavelmente, seus próprios dejetos a poucos passos deles. Algo chocante, meio mórbido e incompreensível. Não era a primeira vez que viamos lixo nas ruas e nós tres, invariavelmente, ficávammos chateados e, quando podíamos, levávamos o lixo à conhecida lixeirinha laranja, que aliás, nunca estava tão inacessível assim para que o "infeliz" detentor do maço vazio de cigarros, garrafa "pet", lata de cerveja e/ou refrigerante e "last but not least"; os famigerados saquinhos de, generalizando, "Cheetos", não pudessem ser devidamente lançados á lixeira. Voltando ao "lixão" ao luar e à beira mar...Catávamos o que podíamos, em montes afastados da linha dágua, já sabendo que algumas toneladas já haviam sido tragadas pelo mar...Ao chegarmos ao paredão que define a praia charmosíssima do Arpoador, sentimos forte cheiro de fezes humanas que nos  acompanhou em boa parte do trajeto em direção à pedra. Verifique isso você mesmo, ipanemense, que dá sua caminhada noturna pela linha d' água, dependendo da direção do vento, você terá como "bônus" o cheiro de urina invadindo a praia. Fezes e urina humanos, sem contar com os inconfundíveis cães e seus donos, tão sensíveis aos bichos e indiferentes à saúde das crianças que brincam nas areias, frequentemente, interditadas de Ipanema e Copacabana. Nesse dia, decidimos não mais sair à noitinha para a praia aos domingos, feriados, semanas santas carnavais, etc

Cena 4: É domingo, fim de tarde ensolarada e estamos refugiados em casa, apenas a janelinha mesquinha do computador, simulando no papel de parede, paisagens em alta definição (higienizadas no photoshop) e, no sempre previsível "G1" com suas notícias pasteurizadas, os seus mórbidos "planeta bizarro" e "mais lidas", últimas do "BBB", etc, no meio disso, encontro um sueco que, genuinamente, gosta de nós, humanos que nos apresenta a seguinte e "mágica" transformação de "bosta" humana em fertilizantes naturais, tudo dentro de uma singela e genial sacola, aquelas mesmo que os felizes detentores de cãezinhos costumam usar, só que biodegradável.
Imagine (não, não é aquela "velha" e bela canção de Lennon) Imagine todos os lugares com esgoto a céu aberto do planeta, devidamente providos aos milhões, dessas inacreditáveis sacolinhas! A título de curiosidade... Em Lagos, a capital da Nigéria, uma das cidades maior densidade populacional do mundo, o esgoto corre a céu aberto...Imagine os sensíveis e felizes proprietários de bichinhos de estimação com suas sacolinhas suecas a tira colo...Agora sim, a classe média vai aderir, pois adoram prdutos importados...Que tal uma grife adotar a grande idéia dando "status" pra singela sacolinha processadora de "bosta" humana e animal. Imagine, nossos céus cor de anil, livres de buracos na camada de ozônio graças à menor emissão do terrível metano expelido dos excrementos expostos indiscriminadamente.
Essa idéia vale divulgar!
Postado por Igor

domingo, 7 de março de 2010

Chove, chuva...


De repente o céu fechou e voltamos correndo para casa, não sem antes tomar um delicioso banho de chuva. Normal. Fica por aí... A chuva realmente foi muito forte e num piscar de olhos a rua estava inundada, não passava um carro, pois a rua se encheu de lixo, pedras e barro. O temporal demorou alguns segundos, mas o resultado foi o asfalto todo esburacado e muito lixo espalhado bem no meio da rua. Outro agravante são os carros estacionados ao longo do meio fio (isso deveria ser proibido!) o lixo se acumulou em baixo deles e o caos estava formado!
Fiquei me perguntando de onde teria saído tanto lixo. E a triste resposta é que esse lixo é gerado por moradores da Zona Sul, pessoas esclarecidas que pagam caro por seus apartamentos ou aluguel, não importa... jogar garrafa PET na rua, saquinhos de batatas, copos descartáveis e alguns outros tantos é rotina... rotina... as pessoas jogam lixo na frente de suas portarias... quando será que algum político pensará em leis ou campanhas para educar as pessoas?

E o domingo teve de ser reservado para uma equipe de plantão da Comlurb. Foi preciso o dia todo para tirar os entulhos de pedras, barro e lixo da rua.